Mocotó: tudo que eu esperava e mais

Um restaurante de bairro, com mesas revestidas de fórmica e famílias almoçando. O Mocotó tem esse clima simples e caloroso, e foi onde eu e minha fiel amiga avestruz acompanhante de garfo, Camila, passamos uma incrível tarde de domingo.

Tivemos o prazer de conhecer o Sr. Zé Almeida que, depois de uma breve conversa, leva à nossa mesa a placa de chef revelação concedida pela revista Prazeres da Mesa ao seu filho, Rodrigo Oliveira. “Esse é meu grande orgulho”, diz.

Almeida é o patriarca do restaurante. Um pernambucano gentilíssimo, entendedor de cachaça. Abriu a casa em meados de 1974. O carro chefe, na época, era o caldo de mocotó, presente até hoje entre os destaques do cardápio. Agora quem comanda as panelas é Rodrigo, 25 anos e sorriso constante no rosto.

Vá ao Mocotó preparado para esperar por uma mesa. Lá não é lugar de pressa. Encoste no balcão, peça uma cerveja (R$ 4,90 a Original), escolha uma das cachaças 350 cachaças disponíveis, aproveite os chips de mandioca e não deixe de comer o queijo de coalho com melaço de cana (R$ 3 cada).

Para os indecisos e bons de garfo como nós, o menu oferece diferentes tamanhos dos pratos, o que possibilita provar um pouco de cada coisa. Começamos com duas porções mini de Baião de dois e Feijão de corda (R$ 4,50 mini/ R$ 6,50 pequena / R$ 8,50 média e R$ 10,90 grande).

Essa é a porção mini. Imagina a grande…

Pedimos também uma porção de carne de sol assada com alho ao forno (fica quase doce, desmanchando) e pimenta biquinho (é mais saborosa que ardida. Mesmo os não-pimenteiros devem provar), por R$ 16,90. Os acompanhamentos do dia eram farofa com lingüiça e xerém de milho (que coisa boa, essa!).

As sobremesas são igualmente calóricas e tentadoras. A porção de doce artesanal (como cajú, banana, ambrosia etc) custa R$ 4,90, mas é possível pedir uma degustação de todos por R$ 8,90. Apostamos no sorvete de rapadura (saudade da que eu comia em Minas Gerais nas férias…), com calda de catuaba. Seu Zé Almeida achou que tinham nos servido pouco e pediu para colocar mais uma porção. Comi, raspei e até esqueci de tirar foto (desculpa aí, gente).

Para terminar, ainda tomamos o aperitivo “Francesinha”. É uma mistura de cachaça, baunilha francesa e especiarias que fica “descansando” na garrafa. Trem bão, ó.

Saí falando sobre o Mocotó a semana inteira. Acho que me apaixonei. E agora tenho que voltar muitas, muitas, vezes.

Mocotó
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros – São Paulo
(11) 2951-3056
www.mocoto.com.br

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1 comentário

Arquivado em Restaurantes

Uma resposta para “Mocotó: tudo que eu esperava e mais

  1. Camila Lima

    Amei aquele lugar – definitivamente vale a pena descobrir o caminho até a Vila Medeiros (e nem nos perdemos, ó…). Comida prazerosamente boa, bem servida, acompanhada de ótimo atendimento de toda a equipe, e preços justos.
    O Sr. Zé Almeida é uma verdadeira simpatia! Faz com que a gente se sinta em casa. E, desculpe por fugir do foco, mas não poderia deixar de comentar: o chef Rodrigo Oliveira merecia um capítulo à parte, é uma graça! 😉
    Não vejo a hora de experimentar as outras opções do cardápio… Pratos que você come e se sente feliz! Recomendo e voltarei com certeza!

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