25 Junho, 2008...1:22 pm

É proibido beijar

Ir aos comentários

A localização não é das mais convidativas, o horário de funcionamento é rígido, as mesas são escassas, o preço não é dos mais baixos… Mas tudo vale a pena! Com personalidade e tradição, o Bar do Léo serve um dos melhores chopps paulistanos, além de petiscos primorosos.

O estabelecimento funciona no centro da cidade desde 1940, onde atualmente está o quadrilátero da cracolândia. Fica aberto somente até 20:30hs durante a semana e até 16:00hs aos sábados (não adianta chorar, porque eles te mandam embora depois desse horário). Domingo não abre: “Tem jogo do corinthians”, avisa o cardápio.

Sobre o beijo, de fato pede-se a gentileza de evitá-los. A justificativa é basicamente garantir o clima “familiar” do recinto, que fica em uma esquina rodeada de travestis e “mulheres da vida”, como diria vovó.

No Bar do Léo, o chopp é assunto sério. Sai a 0ºC dos bicos de uma grande chopeira no balcão, com um generoso colarinho (R$ 4,50). Para acompanhar, sugiro a dose de Steinhaeger* (R$ 10) ou de Schnapps (R$ 6), servidos em um copinho de plástico com a logomarca da casa:

Acatei a sugestão da minha amiga Ana, que há tanto tempo me falava do Léo,
e pedi os canapés no pão preto: lingüiça moída e pasta de gorgonzola com
copa (R$ 21). Fortes e saborosos, acompanhados de azeitonas. Amei.

Em seguida investimos no salsishão (R$ 13), que eu comi com
toneladas de mostarda escura e pãozinho.

Os quitutes de boteco, como pastéis (R$12, R$18 ou R$ 23 a porção, de acordo com o recheio) e bolinho de bacalhau (R$ 3,50 cada), são servidos em dias alternados, assim como os pratos do almoço, que custam entre R$ 20 e R$ 30.

Senta que lá vem (uma breve) história:

Com 87 anos, o Sr. Luiz Vieira foi o primeiro garçom da casa. E ainda trabalha lá alguns dias na semana, apesar de aposentado. Ele e o bar não vivem mais separados.

No começo, o Bar do Léo funcionava sem nome ou placa. Começou a ser chamado assim pela clientela, em função do antigo dono, Seu Leopoldo. Em 1964, ele vendeu o local para Hermes de Rosa, que oficializou o nome, o almoço diário e o chopp Brahma. E assim é até hoje, mesmo após o falecimento do empresário em 2003. Quem toca a casa no dia-a-dia é o gerente Waldemar Pinto, responsável por manter o jeitão que faz do Léo uma referência.

*Steinhaeger

A bebida merece uma citação extra. Para quem não conhece, é um destilado feito a base de zimbro (a composição pode variar de acordo com a marca). Casa muito bem com cerveja, o que a faz uma ótima – e não muito cara – opção para servir em festas, entre amigos e em churrascos. Como idéia para presente, há uma edição de luxo, em uma embalagem linda de porcelana.

Compare preços de Steinhaeger aqui

Bar do Léo
Rua Aurora, 100
Centro – São Paulo
(11) 3221-0247
www.barleo.com.br

2 Comentários


Deixe um comentário