A localização não é das mais convidativas, o horário de funcionamento é rígido, as mesas são escassas, o preço não é dos mais baixos… Mas tudo vale a pena! Com personalidade e tradição, o Bar do Léo serve um dos melhores chopps paulistanos, além de petiscos primorosos.
O estabelecimento funciona no centro da cidade desde 1940, onde atualmente está o quadrilátero da cracolândia. Fica aberto somente até 20:30hs durante a semana e até 16:00hs aos sábados (não adianta chorar, porque eles te mandam embora depois desse horário). Domingo não abre: “Tem jogo do corinthians”, avisa o cardápio.
Sobre o beijo, de fato pede-se a gentileza de evitá-los. A justificativa é basicamente garantir o clima “familiar” do recinto, que fica em uma esquina rodeada de travestis e “mulheres da vida”, como diria vovó.
No Bar do Léo, o chopp é assunto sério. Sai a 0ºC dos bicos de uma grande chopeira no balcão, com um generoso colarinho (R$ 4,50). Para acompanhar, sugiro a dose de Steinhaeger* (R$ 10) ou de Schnapps (R$ 6), servidos em um copinho de plástico com a logomarca da casa:
Acatei a sugestão da minha amiga Ana, que há tanto tempo me falava do Léo,
e pedi os canapés no pão preto: lingüiça moída e pasta de gorgonzola com
copa (R$ 21). Fortes e saborosos, acompanhados de azeitonas. Amei.
Em seguida investimos no salsishão (R$ 13), que eu comi com
toneladas de mostarda escura e pãozinho.
Os quitutes de boteco, como pastéis (R$12, R$18 ou R$ 23 a porção, de acordo com o recheio) e bolinho de bacalhau (R$ 3,50 cada), são servidos em dias alternados, assim como os pratos do almoço, que custam entre R$ 20 e R$ 30.
Senta que lá vem (uma breve) história:
Com 87 anos, o Sr. Luiz Vieira foi o primeiro garçom da casa. E ainda trabalha lá alguns dias na semana, apesar de aposentado. Ele e o bar não vivem mais separados.
No começo, o Bar do Léo funcionava sem nome ou placa. Começou a ser chamado assim pela clientela, em função do antigo dono, Seu Leopoldo. Em 1964, ele vendeu o local para Hermes de Rosa, que oficializou o nome, o almoço diário e o chopp Brahma. E assim é até hoje, mesmo após o falecimento do empresário em 2003. Quem toca a casa no dia-a-dia é o gerente Waldemar Pinto, responsável por manter o jeitão que faz do Léo uma referência.
*Steinhaeger
A bebida merece uma citação extra. Para quem não conhece, é um destilado feito a base de zimbro (a composição pode variar de acordo com a marca). Casa muito bem com cerveja, o que a faz uma ótima – e não muito cara – opção para servir em festas, entre amigos e em churrascos. Como idéia para presente, há uma edição de luxo, em uma embalagem linda de porcelana.
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Bar do Léo
Rua Aurora, 100
Centro – São Paulo
(11) 3221-0247
www.barleo.com.br










2 Comentários
26 Junho, 2008 às 11:25 am
Será que a filha levaria a mãe para comer os canapés? Fiquei com vontade… E assim você corre o risco de ganhar um irmãozinho loiro ( cabelo cor de chopp), hálito de canapé (argh!) e com o nome de Leo ( ou Aurora, se for menina).
2 Outubro, 2008 às 12:29 am
orra meu