“Papà, io vuole un gelato”. Foi a primeira frase que aprendi em italiano – e, confesso, uma das únicas que sei até hoje. Quer dizer: “Papai, eu quero um sorvete”. Nunca fui à Itália, mas quem me vê gesticulando nota que eu carrego os genes dos parentes de lá.
Ontem voltei a um dos meus restaurantes italianos favoritos, o Pasquale. Ele reúne qualidade, personalidade, preço justo e bom atendimento. Perto da estação Sumaré do metrô, a casa fica fora dos circuitos mais agitados, o que eu acho ótimo.
Pequenos detalhes fazem a diferença: as mesas do lado de fora são cobertas por uma parreira de uva e o teto do salão é parcialmente revestido com rolhas – isolamento acústico com estilo é outra coisa!
O balcão do Pasquale é convidativo (e eu gosto de ficar nos banquinho altos). Se estiver com tempo, coma um antepasto lá antes de ir para a mesa – até porque o restaurante começou sua história somente com a produção dessas delícias. São várias opções por R$ 7,60 cada 100gr. Ataquei uma porção de chèvre com pimenta, alcachofrinhas em conserva e uma mozzarela de búfala excelente, super cremosa. Acompanhei com uma Bohemia Escura (R$ 3,70), apesar da carta de vinhos com dezenas de rótulos italianos e algumas opções em taça.

Nas quartas e sábados a indicação de pedido é o cordeiro à putanesca (R$ 35). Eu comi o orecchiette com ragú de cordeiro (R$ 28,50 – foto acima). Delícia, com molho na medida certa. Sugiro também rigatoni com funghi porcini e lingüiça (R$ 25 – foto abaixo). A braciola acompanha bem qualquer pedido, porque é muito bem feita! Cada uma sai por R$ 8. Se a idéia não é sair para comer muito, aposte no sanduíche mediterrâneo: alicella, provola, sopressata, folhas de salsão e manteiga, servido no pão português (R$ 12).

Dessa vez não pedi uma sobremesa que é minha favorita: laranjinhas em compota com queijo cremoso. Não muito doce, leve e finaliza bem a refeição. Se sobrar espaço, vale a pena!
Pasquale
Rua Amália de Noronha, 167
Pinheiros – São Paulo
(11) 3081-0333






