18 Julho, 2008

China (fora do box)

Depois de uma longa briga sobre restaurantes, eu e as meninas finalmente decidimos por comida chinesa para o almoco de sabado. Era o dia que eu faria minha tatuagem (sim, eu fiz uma!).

Aproveitamos o Tanabata Matsuri no bairro da Liberdade para dar umas voltas na regiao, comprar shimeji (R$ 5 a bandejinha) e pendurar aqueles cartoes coloridos preenchidos com nossos desejos nos bambus espalhados pelas ruas. Adoro passear por la mesmo quando nao ha um evento em especial. Meu programa e comer friturinhas das barracas da praca e fazer compras de comidinhas diferentes. Alem dos cogumelos, sugiro as ervilhas com wasabi (para comer vendo TV) e miojo do demonio (meu apelido carinhoso para os macarroes orientais instantaneos mega apimentados).

Nos encontramos todas na Rua da Gloria, em um lugar meio improvavel e nada chamativo que a Bia pegou a dica: Rong He Massa. O salao estava cheio e tinha espera - sempre bom sinal, acho. 

As criancas assistiam atentas por um vidro um dos cozinheiros abrindo a massa caseira de macarrao. Na onda do “show da massa”, pedimos uma versao apimentada com camarao, lulas secas, carne suina desfiada e mariscos (R$ 21). A porcao e servida em uma grande tigela de sopa e foi suficiente para quatro meninas - note que eu estava entre elas…

Para acompanhar apostamos nos pasteis recheados com cebolinha silvestre e camarao (R$ 16 c/ quatro unidades). O verde predomina no recheio, mas e bem saboroso e diferente dos “chinas fritos” em geral.

De maneira geral acheio o cardapio da casa vasto, com opcoes mais comuns, a exemplo do Yakissoba, ate pratos com agua viva e miudos. Nada de comida chinesa massificada! China in Box e divertido, mas nao e nem de perto a mesma coisa!

Vale o passeio e a esticadinha pela vizinhanca.

OBS: ESTOU PUBLICANDO O TEXTO DE LONDRES, O QUE EXPLICA O PROBLEMA COM OS ACENTOS. ASSIM QUE POSSIVEL ACERTO A ORTOGRAFIA E INCLUO AS FOTOS. THANK YOU SO MUCH FOR YOUR CO-OPERATION!

Rong He Massa
Rua da Gloria, 622a
Liberdade - Sao Paulo
(11) 3275-1986

15 Julho, 2008

Pequeno árabe

A Augusta está definitivamente se tornando uma rua cheia de opções interessantes de comidas rápidas. São ótimos lugares para antes ou depois do cinema no Espaço Unibanco. Além dos já mencionados fast-temaki e fast-burrito (veja mais aqui), conheci agora o Kebab Salonu.

A casa oferece releituras de preparações de origem oriental, indiana e africana. O carro chefe, como já era de se esperar, são os Kebabs: lanches preparados com pão lavosh muito bem recheados. Há mais de dez opções no cardápio, mas como a expressão “agridoce” sempre me seduz, escolhi a versão indiana: Frango ao curry, cebola, chutney de banana, folhas verdes e coalhada. Bem montado e equilibrado, um pouquiiinho picante (R$ 19). Para acompanhar, um sharbat gasoso de limonada com rosas (R$ 4,80).

A Clara, minha querida amiga vegê, pediu o Kebab Falafel (R$ 19), com bolinhos de grão de bico, molho taratour, folhas verdes e citronete de limão, tomate e cebola.

Nossa passagem por lá foi rápida, mas prometo voltar com calma para experimentar outros itens do cardápio que me deixaram curiosa, como o Spanakopasta: talharim com espinafre, queijo feta, ricota, zaatar, tomilho, ervas, snoobar e amêndoas, salteados em azeite e mel, com cebolas carameladas à moda grega (R$ 29,90). Para quem gosta de couscous marroquino, há uma versão picante com merguez e camarões, frutas secas, cebolas carameladas e legumes (R$ 38).

Além de pratos tentadores, o restaurante tem uma carta de cafés Santo Grão e serve café turco. Outro destaque: cervejas importadas, como a grega Mythos (R$ 15) ou a Tcheca Czechvar (R$ 14).

Para almoço o Kebab trabalha com menu executivo.

Kebab Salonu
Rua Augusta, 1416
Consolação – São Paulo
(11) 3283-0890
www.kebabsalonu.com.br

10 Julho, 2008

Porque vinho é fundamental

Sou do time do vinho. Não preciso de ocasião especial para abrir uma garrafa e adoro descobrir um rótulo novo, especialmente se há boa relação custo-benefício (afinal, se o preço é R$ 200 tem mais que a obrigação de ser bom). Compare preços de vinhos aqui

Não sou eno-chata, mas acho lamentável ver alguém tomando “vinho suave” ou qualquer dessas variações que, para mim, só servem para temperar peru de Natal – e mesmo assim….

Em função do meu gosto pela bebida de Baco, estou sempre atenta às cartas de vinho dos restaurantes, assim como o tipo e tamanho das taças, temperatura adequada, armazenamento das garrafas etc. Acho importante que o estabelecimento ofereça vinhos de diferentes países e faixas de preço (porque eu gosto de vinho, mas sou jornalista falida). Com a evolução da produção vinícola nacional, acho nada mais que justo encontrar opções de espumantes, brancos, tintos e rosés brasileiros nas cartas.

Isso dito, conto que fiquei muito bem impressionada com a loja e restaurante Vino!. Anexo às prateleiras, fica um cantinho gastronômico muito bem montado. A casa oferece cerca de 700 rótulos a preços de importadora – os restaurantes costumam acrescentar até mais de 50% do valor de compra. O cliente escolhe o vinho a ser consumido direto na loja e paga uma taxa de serviço para consumí-lo no local – sugiro levar um para casa também!

O ambiente é caprichado, moderno e informal. Há um grande lustre feito com fundos de garrafas. A parede é revestida com caixas de madeira, normalmente utilizadas para embalar os rótulos “top”. As mesas têm uma toalha de papel com o mapa de regiões produtoras, como Chile, Argentina e Itália.

Vale começar o papo e o vinho com uma seleção de antepastos, servidos em um bufê (R$ 8 cada 100gr). Fiz uma pratinho com alichela, caponata, cebola ao forno, brie, berinjela e fatias de presunto cru – que disputei a tapa com a Marina e meu pai.

Entre os pratos principais, todos bem servidos, pedimos:

Risoto de funghi com cebolinha – R$ 39

Linguini ao creme de camarões pequenos e rúcula
(a Mari pediu para vir sem) - R$ 44

Escalope de filet com risoto de gorgonzola e rúcula – R$ 38

A sobremesa era linda, servida em uma taça de coquetel, embora um pouco cara (R$ 18). “Merengue italiano”: Sorvete de mascarpone (AMO MASCARPONE, MEU DEUS!) com suspiros e frutas vermelhas (basicamente framboesa).

Já falei de polenta antes (veja aqui), e uma das opções no cardápio da Vino! me chamou a atenção: Polenta mole com maçã, bacon, damasco e gorgonzola. Acho uma delícia a combinação desse queijo com frutas (tente comer com mel e pêra, fica divino), mas não sei qual o resultado no prato. Fica para a próxima visita!

A casa em São Paulo é resultado da parceria entre as lojas Vino!, já instaladas em Curitiba e Londrina, e o restaurante Pomodori, dos chefs Jefferson Rueda e Rodrigo Martins. Veja todos os endereços da Vino! abaixo:

Vino!

R. Prof. Tamandaré de Toledo, 51
Itaim Bibi - São Paulo
(11) 3078-6442

R. Comendador Araújo, 970
Batel - Curitiba
(41) 3029-9988

R. Des. Otávio do Amaral, 515
Bigorrilho – Curitiba
(41) 3335-6060

Av. Sete de Setembro, 1865 (Loja 356 do Mercado Municipal)
Centro – Curitiba
(41) 3362-2010

R. Belo Horizonte, 1355 - Lojas 7 e 8
Centro – Londrina
(43) 3345-3131

www.lojavino.com.br

7 Julho, 2008

Pizza por metro

Não comprei a idéia dessa nova lei seca. Mas, seja como for, acho que ela vai incentivar o pessoal a freqüentar mais estabelecimentos no próprio bairro, para diminuir as chances de topar com uma blitz-de-bafômetro.

Apesar de morar em uma ladeira, acho legal sair a pé (o salto, porém, fica no armário). Aproveitei para ir na pizzaria do lado de casa, que eu adoro pelo ambiente e proposta: O Pedal.

O restaurante fica em um sobrado com o jeitão do Sumaré. Tem mesas de madeira maciça e lareira acesa nos dias frios. Do teto pendem pares de sapato colados ao forro, assim como uma bicicleta de ponta cabeça e uma mesa montada desafiando a gravidade. Ferraduras, pás, máquina registradora antiga e pinturas retratando ciclistas complementam a decoração.

A casa oferece uma pizza de massa fina, servida por metro, com bastante recheio. É possível pedir ¼, ½ e 1 metro, de acordo com a fome e o número de pessoas na mesa. Para encontrar os amigos e beber uma cerveja (Original, R$5), é bem divertido.


Sempre aposto no meio metro, que vem com 12 quadradinhos de pizza e pode ser dividido em 3 sabores (tamanho ideal para dois bons de garfo). Em minha última visita pedi: Catupiry, champignon e palmito/ Prosciutto com mozzarela / Rúcula com tomate seco e mozzarela de búfala (Foto acima - R$ 39). Lembro de ter gostado também da “Maria Bonita”, que é de carne seca e mozzarela.

Existem duas filiais em São José dos Campos e Curitiba. Aguardo algum leitor da região me dizer se a qualidade se mantém, ok?

O Pedal

Rua Caraíbas, 1265
Pompéia – São Paulo
(11) 3873-1468

Rua Serimbura, 364
Vila Ema - São José dos Campos
(12) 3921-0435

Rua Jaime Reis, 480
São Francisco – Curitiba
(41) 3322-4881

www.opedal.com.br

2 Julho, 2008

Viva a ceviche!

O Peru é um país onde as pessoas comem porquinhos da Índia. Sabe aqueles que a gente tinha quando criança? Pois é… Lá eles chamam o bicho de Cuy, criam como galinha (em cercadinhos lotados) e servem como leitão à pururuca (inteiro e tostadinho).

Mas o país de Machu Picchu também tem maravilhas gastronômicas menos mórbidas (pode parecer hipócrita, mas fico com dó do porquinho). Plantam dezenas de tipos de milho, fazem um pimentão recheado (rocoto relleno) delicioso, e tem como tradição a ceviche, preparação que amo-de-paixão, popular nos países latinos. Sempre que viajo minha mãe fala: “Não come ceviche”. Isso porque é o tipo de comida candidata a te dar dor de barriga (frutos do mar crus, pimentas e temperos desconhecidos, procedência duvidosa…). Mas eu sempre como. E nunca passo mal.

Faz quase um ano que voltei do Peru. E como bateu saudade, ataquei de jeito uma ceviche. Já tinham me recomendado a do Exquisito, e de fato ela não decepcionou: tiras de pescada branca ao limão com cebola roxa e pedaços de pimenta malagueta, acompanhado de batata doce cozida. Dizem que é ideal para três, mas eu e Camis demos conta fácil, fácil (R$ 25). O garçom ainda se certificou, sem saber que a gente é escolada de ceviche: “vocês sabem que o peixe é cru, né?”.

O Exquisito é um bar de jeito latino e o cardápio é recheado de gostosuras como chilli (R$ 35), lomo saltado (R$ 29) e saltenha boliviana (R$ 6 cada). O chopp é Brahma, mas sugiro também as cervejas gringas, como Erdinger (R$ 14), Nortenha (R$ 15,00) e Dos Equis (a-do-ro essa mexicana, por R$ 6 em long neck). As caipirinhas e drinks clássicos ganharam adaptações, como o Mojito de maracujá e a capirinha de morango com pimenta (foto abaixo). Vale destacar também a decoração do salão, com paredes cobertas com espelhos de camelô (aqueles com moldura de plástico laranja) lambe-lambe.

Tá tremido porque estava escuro. Eu não bebi demais…


Exquisito

R. Bela Cintra, 532
Consolação – São Paulo
(11) 3151-4530
www.exquisito.com.br

30 Junho, 2008

Mocotó: tudo que eu esperava e mais

Um restaurante de bairro, com mesas revestidas de fórmica e famílias almoçando. O Mocotó tem esse clima simples e caloroso, e foi onde eu e minha fiel amiga avestruz acompanhante de garfo, Camila, passamos uma incrível tarde de domingo.

Tivemos o prazer de conhecer o Sr. Zé Almeida que, depois de uma breve conversa, leva à nossa mesa a placa de chef revelação concedida pela revista Prazeres da Mesa ao seu filho, Rodrigo Oliveira. “Esse é meu grande orgulho”, diz.

Almeida é o patriarca do restaurante. Um pernambucano gentilíssimo, entendedor de cachaça. Abriu a casa em meados de 1974. O carro chefe, na época, era o caldo de mocotó, presente até hoje entre os destaques do cardápio. Agora quem comanda as panelas é Rodrigo, 25 anos e sorriso constante no rosto.

Vá ao Mocotó preparado para esperar por uma mesa. Lá não é lugar de pressa. Encoste no balcão, peça uma cerveja (R$ 4,90 a Original), escolha uma das cachaças 350 cachaças disponíveis, aproveite os chips de mandioca e não deixe de comer o queijo de coalho com melaço de cana (R$ 3 cada).

Para os indecisos e bons de garfo como nós, o menu oferece diferentes tamanhos dos pratos, o que possibilita provar um pouco de cada coisa. Começamos com duas porções mini de Baião de dois e Feijão de corda (R$ 4,50 mini/ R$ 6,50 pequena / R$ 8,50 média e R$ 10,90 grande).

Essa é a porção mini. Imagina a grande…

Pedimos também uma porção de carne de sol assada com alho ao forno (fica quase doce, desmanchando) e pimenta biquinho (é mais saborosa que ardida. Mesmo os não-pimenteiros devem provar), por R$ 16,90. Os acompanhamentos do dia eram farofa com lingüiça e xerém de milho (que coisa boa, essa!).

As sobremesas são igualmente calóricas e tentadoras. A porção de doce artesanal (como cajú, banana, ambrosia etc) custa R$ 4,90, mas é possível pedir uma degustação de todos por R$ 8,90. Apostamos no sorvete de rapadura (saudade da que eu comia em Minas Gerais nas férias…), com calda de catuaba. Seu Zé Almeida achou que tinham nos servido pouco e pediu para colocar mais uma porção. Comi, raspei e até esqueci de tirar foto (desculpa aí, gente).

Para terminar, ainda tomamos o aperitivo “Francesinha”. É uma mistura de cachaça, baunilha francesa e especiarias que fica “descansando” na garrafa. Trem bão, ó.

Saí falando sobre o Mocotó a semana inteira. Acho que me apaixonei. E agora tenho que voltar muitas, muitas, vezes.

Mocotó
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros – São Paulo
(11) 2951-3056
www.mocoto.com.br

25 Junho, 2008

É proibido beijar

A localização não é das mais convidativas, o horário de funcionamento é rígido, as mesas são escassas, o preço não é dos mais baixos… Mas tudo vale a pena! Com personalidade e tradição, o Bar do Léo serve um dos melhores chopps paulistanos, além de petiscos primorosos.

O estabelecimento funciona no centro da cidade desde 1940, onde atualmente está o quadrilátero da cracolândia. Fica aberto somente até 20:30hs durante a semana e até 16:00hs aos sábados (não adianta chorar, porque eles te mandam embora depois desse horário). Domingo não abre: “Tem jogo do corinthians”, avisa o cardápio.

Sobre o beijo, de fato pede-se a gentileza de evitá-los. A justificativa é basicamente garantir o clima “familiar” do recinto, que fica em uma esquina rodeada de travestis e “mulheres da vida”, como diria vovó.

No Bar do Léo, o chopp é assunto sério. Sai a 0ºC dos bicos de uma grande chopeira no balcão, com um generoso colarinho (R$ 4,50). Para acompanhar, sugiro a dose de Steinhaeger* (R$ 10) ou de Schnapps (R$ 6), servidos em um copinho de plástico com a logomarca da casa:

Acatei a sugestão da minha amiga Ana, que há tanto tempo me falava do Léo,
e pedi os canapés no pão preto: lingüiça moída e pasta de gorgonzola com
copa (R$ 21). Fortes e saborosos, acompanhados de azeitonas. Amei.

Em seguida investimos no salsishão (R$ 13), que eu comi com
toneladas de mostarda escura e pãozinho.

Os quitutes de boteco, como pastéis (R$12, R$18 ou R$ 23 a porção, de acordo com o recheio) e bolinho de bacalhau (R$ 3,50 cada), são servidos em dias alternados, assim como os pratos do almoço, que custam entre R$ 20 e R$ 30.

Senta que lá vem (uma breve) história:

Com 87 anos, o Sr. Luiz Vieira foi o primeiro garçom da casa. E ainda trabalha lá alguns dias na semana, apesar de aposentado. Ele e o bar não vivem mais separados.

No começo, o Bar do Léo funcionava sem nome ou placa. Começou a ser chamado assim pela clientela, em função do antigo dono, Seu Leopoldo. Em 1964, ele vendeu o local para Hermes de Rosa, que oficializou o nome, o almoço diário e o chopp Brahma. E assim é até hoje, mesmo após o falecimento do empresário em 2003. Quem toca a casa no dia-a-dia é o gerente Waldemar Pinto, responsável por manter o jeitão que faz do Léo uma referência.

*Steinhaeger

A bebida merece uma citação extra. Para quem não conhece, é um destilado feito a base de zimbro (a composição pode variar de acordo com a marca). Casa muito bem com cerveja, o que a faz uma ótima – e não muito cara – opção para servir em festas, entre amigos e em churrascos. Como idéia para presente, há uma edição de luxo, em uma embalagem linda de porcelana.

Compare preços de Steinhaeger aqui

Bar do Léo
Rua Aurora, 100
Centro - São Paulo
(11) 3221-0247
www.barleo.com.br

24 Junho, 2008

Dinheiro na cozinha

Preste atenção na quantidade de zeros: R$ 1.000.000,00 (um milhão)

Esse é o prêmio para o autor da melhor receita enviada ao concurso da Knorr (marca Unilever). A concorrência vai ser feroz, mas não vou deixar de participar. Por essa grana eu vou até no programa da Ana Maria Braga.

Quer tentar?
www.receitamilionaria.com.br

20 Junho, 2008

Itália, inverno e polenta

Estou mesmo na onda de comida italiana. Acho que é o inverno chegando, sei lá. E se for para mencionar as boas casas do gênero na cidade, não posso deixar de fora o Rosmarino. Foram tantos os aniversários comemorados lá que já virei piada na família.

O restaurante é comandado pelas irmãs Stela Krempel e Ângela Amado, que atualmente contam também com a parceria do chef Franco Bonadi. O cardápio é tipicamente italiano, elaborado a seis mãos, com sugestões dos vinhos a serem harmonizados com cada prato. Gosto de ficar nas mesas do fundo, no jardim interno.

Entre as boas pedidas, me lembro de ter provado o risoto de presunto crú com figos (R$ 31) e o peito de pato grelhado com cogumelos e risoto ao parmesão tartufado (R$ 44,00). Aliás, não consigo tirar da minha memória gustativa um canapé de presunto cru com figo servido pela Stela em um evento. Bom, bom, bom! Na mesma ocasião provei um ragú de ossubuco feito por ela que pelamordedeus…

A casa trabalha também em sistema de buffet, com opções renovadas toda semana (R$ 33 de segunda a sexta-feira e R$ 42 aos sábados e domingos). Até 31 de agosto há uma temporada de polenta. Ainda não fui, quero muito ir, mas as fotos já despertaram minhas lombrigas polenteiras. São servidas seis variedades:

Polenta de Trigo Sarraceno com Ossobuco - R$ 30

Polenta com Brie e Bottarga - R$ 33

Polenta Veneta (com salame e radicchio) - R$ 26

Polenta aos Cogumelos e Gorgonzola - R$ 29

Polenta Branca com Bacalhau - R$ 42

Polenta com Ovo Caipira e Funghi Porcini Tartufado - R$ 38

Rosmarino
Rua Henrique Monteiro, 44
Pinheiros – São Paulo
(11) 3819-3897
www.rosmarino.com.br

19 Junho, 2008

Estômago, o filme

Essa semana o blog ficou sem novas dicas de restaurantes. O motivo, além de uma certa falta de tempo, foram refeições decepcionantes, que não conquistaram meu paladar a ponto de serem publicadas.

Me lembrei, porém, de indicar um filme que assisti recentemente e ainda está em cartaz em São Paulo, o “Estômago”. Um roteiro original, cômico e satírico, levado pela gula, prazeres e relações sociais de poder e submissão.

Sob a direção de Marcos Jorge, a trama acompanha a descoberta dos sabores e da gastronomia por Raimundo Nonato (João Miguel) nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e da prisão. O personagem mostra sua adaptação como migrante na desigual cidade de São Paulo, tendo como trunfo seu instinto e habilidade no comando das panelas. E é essa virtude que o faz ganhar a atenção de Íria (Fabíula Nascimento), uma prostituta com apetite voraz com quem ele mantém uma relação sexual-gastronômica.

Um filme que trata de comida, mas não é agua com açúcar. Ótimo! Quase dá para sentir o aromas das preparações saindo da tela. E quem gosta de friturinhas vai embora do cinema com vontade de comer as coxinhas feitas por Nonato.